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Chegou a Guerra Cognitiva
É uma espécie de 'mão
invisível' das potências e dos lóbis
mais fortes, um conceito criado por Christian Harbulot,
um especialista francês fundador da Escola de
Guerra Económica em Paris
Jorge
Nascimento Rodrigues,
editor de Gurusonline.tv, Novembro 2005
Entrevista
em francês publicada no sítio Infoguerre.com
Encomenda
do livro na Amazon.com | Versão
em francês
| 5 Ideias-chave
As grandes empresas europeias habituaram-se a um
mercado mundial dominado pelo Ocidente. Esse contexto
mudou.
A dimensão geoeconómica retomou uma
importância crescente na gestão
Falta sensibilizar a população "mais
estratégica", os empresários, muito
agarrados a uma visão ideológica das relações
de força económicas
Os países que marcam pontos são os
que conseguem desenvolver uma estratégia de potência
geoeconómica para o médio e longo prazo
O Estado-estratego não é uma tolice,
quer se trate de diplomacia económica ou informal.
Hoje isso é visível na geoestratégia
dos recursos críticos (hoje o petróleo,
amanhã a água)
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O campo de acção de dominação
geoeconómica deslocou-se dos velhos métodos
da "intelligence" económica, com a
espionagem industrial e a recolha de informações
secretas à mistura, para a "guerra cognitiva".
Esta guerra de tipo novo junta uma série de ingredientes
e personagens. Mistura a gestão do conhecimento
com a arte dos "spindoctors" - os manipuladores
de noticias e da imagem pública, artistas da
nova contra-informação -, com as subtilezas
dos responsáveis pela diplomacia económica
aberta ou informal e com "a parte imersa do icebergue,
o mundo opaco da finança", diz Christian
Harbulot, 52 anos, o "pai" do conceito.
É uma espécie de "mão invisível"
das potências e dos lóbis mais fortes.
É "o estádio supremo da inteligência
económica, a expressão mais moderna da
guerra prosseguida por outros meios, uma forma de guerra
imaterial", como refere-nos este francês
considerado o principal especialista europeu na matéria,
que publicou recentemente A Mão Invisível
das Potências. Os Europeus face à guerra
económica e que se prepara para lançar
em Janeiro uma obra colectiva sugestivamente intitulada
Os caminhos da potência.
Esta mudança acompanhou outras mutações
"estruturais". O teatro de operações
é outro - agora são a comunicação
de influência, as ideias, os símbolos e
o "lobbying" que fazem primeiro vítimas
e vassalos. "Diferentemente das operações
de propaganda ideológica que dominaram os grandes
conflitos do século XX, agora a principal arma
é o conhecimento. Trata-se de uma abordagem indirecta
baseada na influência cognitiva", diz este
licenciado em história. A nível das potências,
o próprio campo de acção tende
a mover-se da guerra - no sentido da violência
como continuação da política de
potência ou de posicionamento - para a geoeconomia,
por efeito da "irrupção da China
e em breve da Índia, uma emergência que
está a modificar tanto a geografia das trocas
internacionais como as próprias relações
de força mundiais".
«A variável 'geo' tem
de entrar na função da gestão,
tem de sensibilizar a população mais estratégica,
os meios patronais, que continuam fechados numa visão
muito ideológica e doméstica das relações
de força económico-sociais ou ingenuamente
agarrados ao perímetro ocidental de frases feitas,
sem antecipar as novas formas de relações
de força geoeconómicas.»
Harbulot não considera que este tema seja exclusivo
dos militares e de alguns políticos, apesar do
seu livro ter colocado ao rubro a discussão na
elite francesa castrense e dos estudos estratégicos.
"A variável 'geo' tem de entrar na função
da gestão, tem de sensibilizar a população
mais estratégica, os meios patronais, que continuam
fechados numa visão muito ideológica e
doméstica das relações de força
económico-sociais ou ingenuamente agarrados ao
perímetro ocidental de frases feitas, sem antecipar
as novas formas de relações de força
geoeconómicas", sublinha o nosso interlocutor.
Harbulot não vai ao ponto de sugerir a criação
de um CGO (acrónimo na designação
anglo-saxónica para chief-geoconomic officer,
responsável pela geoestratégia, no mesmo
sentido que há um CEO, chief-executive officer)
no organigrama das empresas, mas fundou em Paris, com
um general, a Escola de Guerra Económica, que
funciona desde 1997, dirigida ao público empresarial.
O livro destina-se, também, a agitar "os
políticos de curto prazo", para a necessidade
de uma estratégia de potência dos seus
países, sobretudo quando são grandes ou
médios. "A construção da Europa
é ainda muito lenta e carregada de incerteza
para tornar caduca uma reflexão geoestratégica
sobre o papel de potência de uma nação
como a França", confessa Harbulot. Aos pequenos
países, a "geo" é fundamental
para "preservar a margem de manobra", aconselha.
CV rápido
Christian Harbulot
52 anos
Fundador e director da École de Guerre Économique,
em Paris
Director da consultora Spin-Partners, em Paris
Editor do sítio Infoguerre.com
Na Web: www.ege.fr |
Versão
em francês publicada no sítio Infoguerre.com
De la Guerre Cognitive
La guerre cognitive c'est le stade
suprême de l'intelligence économique. C'est
l'expression plus moderne de la guerre suivie par des
autres moyens
Une interview avec
Christian Harbulot le principal théoricien européen
de la nouvelle guerre "immatérielle"
Review du livre "La Main Invisible
des Puissances", juin 2005
Preview de l'ouvrage collectif à paraître:
"Les Chemins de la Puissance", janvier 2006
Le champ d'action prioritaire, dans cette période
de transition de cycle longue géopolitique, s'est
déplacé de la guerre - dans le sens de
violence comme continuation de la politique - pour la
géoéconomie. Dans ce changement, l'intelligence
économique a été substituée
pour sa fille plus moderne, la "guerre cognitive",
une espèce de "main invisible" des
puissances et des lobbies les plus forts, et toutes
les sphères du monde s'sont déjà
concernées par cette mutation. L'homme au centre
de cette nouvelle "buzzword" c'est le Français
Christian Harbulot, un licencié en Histoire à
l'Université de Paris VII. Il nous dit que la
nouvelle guerre marque une différence majeure
avec l'intelligence économique. C'est une des
armes fondamentales de la diplomatie économique
ouverte ou informelle, qu'on le veuille ou non, qu'on
l'ignore ou le déplore les plus naïves.
Le monde a passé d'une époque où
le renseignement et l'espionnage industriel étaient
rois à une autre où la communication,
les idées, les symboles et le lobbying dominent
et fait des "victimes" et des "vassaux".
"La guerre cognitive ne traduit pas une volonté
de persuasion par une argumentation directive mais une
démarche indirecte fondée sur l'influence.
La principale arme en est la connaissance. Dans cette
guerre sans champ de bataille, le plus fort est celui
qui oblige l'autre à accepter tacitement sa domination,
sans coup férir", s'explique Harbulot dans
l'interview à Gurusonline.tv.
Harbulot a publié ce juin 2005 chez les Éditions
Ellipses La Main Invisible des Puissances. Les Européens
face à la guerre économique, un livre
qui a bouleversé les élites françaises,
en revenant sur le sujet de la dimension politique de
puissance, un thème oublié ou discuté
en sourdine dans les milieux politiques et des affaires.
Surtout dans les milieux de la Défense nationale
le débat aux mois d'Été a été
très chaud en France. Harbulot argumente que
la guerre cognitive c'est tant un sujet de défense
nationale ou européenne, comme question de stratégie
des affaires. Ce n'est pas seulement question pour les
militaires ou politiciens, c'est aussi une affaire pour
les PDGs et la globalisation des entreprises. La variable
"géo" doit entrer dans la fonction
du management. Harbulot ne vas pas jusqu'à suggérer
pour le moment d'avoir un CGO (chief-geoeconomic officer)
comme on' a déjà un CEO.
Mais, if faut agir d'urgence, réclame Harbulot
et son École de Guerre Économique, fondé
à Paris en 1997 (dans la Web au site www.ege.fr).
Et pour ça, il faut préparer les entreprises
au défi des phénomènes de concurrence
exacerbée et des manuvres de diplomatie
économique et aux nouvelles formes de rapports
de force géoéconomiques. Cette guerre
en cours se "choque" avec les stratégies
de court terme, soit des politiciens pour sa réélection
toutes les quatre années, soit des hommes d'affaires
penchés sur le business au jour le jour ou restés
ancrés dans une vision très idéologique
et démodée des rapports de force économiques.
Depuis la chute du Mur de Berlin et de la nouvelle
géopolitique américaine au sujet des ressources
stratégiques mondiales (poursuivit plus ouvertement
par George W.Bush) et de l'émergence en particulier
de la Chine, la culture de puissance est en train de
revenir sur le devant de la scène et de s'imposer
à nouveau. La guerre cognitive c'est une guerre
immatérielle, qui fait appel à la maîtrise
de l'économie de la connaissance, à des
moyens opérationnels pour comprendre et dominer
par le savoir le fonctionnement de la globalisation
et de l'asymétrie de la réalité.
Pour les pays européens encerclés comme
une "sandwich" entre l'Amérique et
les nouvelles grand-puissances émergentes de
l'Asie, la discussion est à l'ordre du jour -
ce n'est pas de la prospective lointaine, mais question
très pragmatique, que les élites européennes
maîtrise très mal.
Christian Harbulot est aussi co-fondateur et directeur
du cabinet Spin-Partners, spécialiste français
en communication d'influence et gestion du risque informationnel.
Spin-Partners, sur le model des "spin doctors",
est né d'une fusion de deux cabinets en 2004.
"Spin doctors" a entré dans le vocabulaire
des PR (relations publiques) comme un mot pour les nouveaux
spécialistes de la communication d'influence
politique. "Spin" c'est un acronyme anglais
pour "Significant Progress In the News", une
technique des spécialistes de PR de la Strategic
Defense Initiative de Ronald Reagan dans les années
1980. Christian dirige aussi le site Infoguerre.com
créé en 1999.
Interview par Jorge
Nascimento Rodrigues, éditeur de www.gurusonline.tv.
Une version adapté en portugais a été
sortie à Expresso, l'hebdomadaire publié
à Lisbonne.
| 10 Idées clés
La dimension géoéconomique prend une
importance croissante du fait du changement de contexte
Depuis la fin de la seconde guerre mondiale, les
grandes entreprises s'étaient habituées
à un marché mondial dominé par
l'Occident et plus précisément par l'économie
des Etats-Unis. L'irruption de la Chine et bientôt
de l'Inde modifie à la fois la géographie
des échanges mais celle des rapports de force
Il reste à sensibiliser la population la plus
stratégique, à savoir les milieux patronaux
qui en France en sont restés encore à
une vision très idéologique des rapports
de force économiques
La construction de l'Europe est encore trop lente
et incertaine pour rendre caduque une réflexion
de fond sur la puissance d'une nation comme la France
et la manière de la faire évoluer
Les petits pays ont plutôt l'objectif de préserver
une marge de manuvre pour ne pas subir la loi
du plus fort
Le patriotisme économique ne doit pas être
confondu avec le nationalisme économique qui
est une des causes de la naissance des régimes
totalitaires du XXè siècle. Il est la
condition sine qua non d'une réflexion stratégique
sur le devenir d'un pays
Après le pétrole, c'est la fois de
l'eau au centre des guerres économiques
Aujourd'hui, les pays qui marquent des points décisifs
sont ceux qui ont su bâtir une stratégie
de puissance géoéconomique sur le moyen/long
terme. Les autres pays subissent de facto cette nouvelle
configuration des relations internationales depuis la
disparition des Blocs
La diplomatie économique est la face émergée
de l'iceberg. Il ne faut pas oublier la face immergée.
Le monde de la finance en constitue l'une des parties
les lus importantes. C'est le monde le plus opaque et
le moins contrôlé de l'ensemble de l'économie
de marché
Avec le Web le faible a de nouveau les moyens de
se battre contre le plus fort et même de vaincre
celui-ci. Avec le Web, tous les acteurs économiques
peuvent devenir des communicants directs
|
Vous pensez que la dimension "géoéconomique"
doit entrer rapidement au cur des stratégies
de l'entreprise, surtout pour les groupes ou "start-up"
de dimension globale? Est-ce que les directions générales
et les chefs d'entreprise y sont préparés?
Depuis la fin de la seconde guerre mondiale, les grandes
entreprises s'étaient habituées à
un marché mondial dominé par l'Occident
et plus précisément par l'économie
des Etats-Unis. L'irruption de la Chine et bientôt
de l'Inde modifie à la fois la géographie
des échanges mais celle des rapports de force.
La dimension géoéconomique prend une importance
croissante du fait de ce changement de contexte. La
pénurie de certaines ressources, les risques
de surproduction, les effets de la désindustrialisation
d'une partie de l'Occident en créant notamment
des dépendances qui n'existaient pas, le durcissement
de la compétition en raison de la multiplication
des pays industrialisés, sont autant de facteurs
qui peuvent parasiter les stratégies des entreprises
"globales". La France est sur ce point un
cas d'école. Le pouvoir politique en est réduit
à parler de patriotisme économique sans
être capable de définir des stratégies
de moyen et long terme, à force de concentrer
son attention principale sur les stratégies purement
électorales.
«La guerre au terrorisme est
une petite guerre par rapport aux efforts tous azimuts
de la puissance géoéconomique américaine
pour préserver sa suprématie mondiale.
Il en est de même pour la Chine dans les efforts
qu'elle déploie pour devenir une véritable
puissance mondiale.»
En période de transition dans le cycle long
géopolitique (si on suit le raisonnement de George
Modelski), la question de la "puissance" est-elle
fondamentale pour la diplomatie économique?
La problématique de la puissance n'a jamais
cessé d'être au cur des relations
internationales. La fin de la guerre froide a sorti
cette problématique du ghetto idéologique
dans lequel l'avait enfermé la politique des
Blocs. La course aux armements n'est plus aujourd'hui
l'expression dominante de la puissance. Les enjeux sont
désormais principalement économiques.
Le président démocrate Bill Clinton l'avait
dit dès 1994 : la priorité numéro
de la politique étrangère des Etats-Unis
est la défense de ses intérêts économiques.
Le 11 septembre n'a rien changé à cet
ordre des choses. La guerre au terrorisme est une petite
guerre par rapport aux efforts tous azimuts de la puissance
géoéconomique américaine pour préserver
sa suprématie mondiale. Il en est de même
pour la Chine dans les efforts qu'elle déploie
pour devenir une véritable puissance mondiale.
Est-ce que vous pensez que la Chine - avec sa diplomatie
économique globale (le "go global"
de la propagand) - et l'Inde sont plus avancées
que l'Europe sur le sujet de la guerre économique?
Ces deux pays vont devoir être très habiles
dans la mesure où les Etats-Unis ne les laisseront
pas croître en puissance au point de menacer leur
suprématie. La Chine a certainement tiré
des enseignements de ce qui est arrivé au Japon
au début des années 1990. L'agressivité
commerciale de l'ex-empire du Soleil Levant à
l'égard de l'Occident fut stoppée par
Washington par différents moyens (attaques répétées
pour casser le protectionnisme invisible nippon, déstabilisation
de son système bancaire, blocage se sa stratégie
sur le technoglobalisme, limitation des jeux d'influence
japonais dans le système politico administratif
américain). La chute du mur de Berlin priva le
Japon de l'objet de son chantage implicite à
l'égard de l'Amérique. Les autorités
gouvernementales américaines n'avaient plus à
craindre le basculement de cet allié/ancien adversaire
dans la sphère d'influence soviétique,
au cas où les Etats-Unis n'accorderaient pas
à Tokyo une marge de manuvre significative
dans la construction de la puissance économique
nipponne.
Retrouver le sens de puissance, est-ce un objectif
pour des grands États (comme la Grande Bretagne,
la France, et l'Allemagne) ou des États moyens
(comme l'Espagne, et demain la Pologne) européens?
Ou est-ce une affaire globale à traiter au niveau
de l'Union Européenne? Quelle pouvait être
la position des petits États, comme la Hollande,
le Portugal ou la Finlande?
Il n'est pas simple de retrouver le sens de la puissance.
Précisions d'abord qu'il existe plusieurs formes
d'expression de la puissance. Les Etats-Unis et peut-être
la Chine sont des puissances qui cherchent à
imposer une suprématie. La France, l'Allemagne
et la Grande Bretagne qui ont été jadis
des puissances importantes, cherchent aujourd'hui leur
positionnement. Les petits pays ont plutôt l'objectif
de préserver une marge de manuvre pour
ne pas subir la loi du plus fort. La construction de
l'Europe est encore trop lente et incertaine pour rendre
caduque une réflexion de fond sur la puissance
d'une nation comme la France et la manière de
la faire évoluer.
Quelle définition donnez-vous au patriotisme
économique?
Le patriotisme économique ne doit pas être
confondu avec le nationalisme économique qui
est une des causes de la naissance des régimes
totalitaires du XXè siècle. Il est la
condition sine qua non d'une réflexion stratégique
sur le devenir d'un pays. Si certaines élites
cherchent leur salut en se mettant systématiquement
au service du plus fort - La France a connu cette situation
dramatique avec Pierre Laval entre les deux guerres
et durant la seconde guerre mondiale -, elles accentuent
les risques de déclin et d'affaiblissement de
leur pays. Le contexte est certes très différent
des années 1940, mais ce type de comportement
n'a pas disparu. A droite comme à gauche de l'échiquier
politique français, des personnalités
influentes s'entretiennent naturellement une relation
de une connivence avec la puissance la plus forte. Pour
la plupart d'entre eux, ce comportement ne traduit pas
une vision géostratégique de la France
mais plutôt la volonté quasi pavlovienne
de protéger leurs intérêts individuels.
C'est ce qui explique la force du camp pro américain
dans les milieux dirigeants de l'hexagone. Cette réalité
rend très difficile la réflexion nécessaire
sur la puissance.
«Les Américains ne sont
pas les seuls à mener une politique de puissance
dans le domaine du pétrole. Il en est de même
pour les Russes qui cherchent à sécuriser
leurs richesses énergétiques ainsi que
les territoires sus lesquels passent les conduites de
pipe line. La politique énergétique de
la Russie est l'expression la plus caractéristique
de sa recherche de puissance depuis la chute de l'empire
soviétique.»
Le pétrole et demain l'eau seront-ils les
étincelles des nouvelles guerres économiques?
C'est déjà le cas. La guerre en Irak
est une leçon de choses. Les Américains
ne sont pas les seuls à mener une politique de
puissance dans le domaine du pétrole. Il en est
de même pour les Russes qui cherchent à
sécuriser leurs richesses énergétiques
ainsi que les territoires sus lesquels passent les conduites
de pipe line. La politique énergétique
de la Russie est l'expression la plus caractéristique
de sa recherche de puissance depuis la chute de l'empire
soviétique. Vous avez raison de citer aussi le
domaine de l'eau.
Pourquoi?
Depuis plusieurs années, les Etats-Unis et l'Europe
s'affrontent sur ce sujet par l'intermédiaire
des négociations de l'Accord Général
sur le Commerce des Services (AGCS) qui doivent se terminer
en décembre 2005 lors de la réunion de
l'Organisation Mondiale du Commerce à Hong-Kong.
Dans cette partie de bras de fer, chacun défend
ses intérêts en fonction de ses points
forts. L'Union européenne revendique que les
services dits d'environnement dont le captage et épuration
de l'eau soit prise en compte par l'AGCS. Cette revendication
n'est pas étrangère au fait que les plus
grandes firmes de ce secteur soient européennes.
A contrario, les Etats-Unis, qui n'ont pas encore réussi
à s'emparer du leadership du marché mondial
par leur propre dynamisme industriel, ne cessent de
répéter que ces services ne tombent pas
sous la coupe de l'AGCS, étant "fournis
dans le cadre de l'exercice du pouvoir gouvernemental".
L'argumentation nord-américaine est d'autant
plus paradoxale que les autorités américaines
sont les plus ardents partisans de la déréglementation
et donc de la privatisation des services publics. On
peut légitimement se poser la question si les
campagnes de protestation véhémentes,
lancées par des ONG comme Public Citizen, et
concentrée sur les cibles Suez et Veolia, ne
sont pas le rideau de fumée qui masque le combat
que se livrent Européens et Américains
sur la libéralisation des services.
Qu'est-ce que la guerre cognitive? Comment la différencier
de la propagande d'Etat, pure et dure, des années
1930/1940?
La guerre cognitive est l'expression la plus moderne
de la guerre. Contrairement aux opérations de
propagande qui ont dominé les grands conflits
du XXème siècle, la guerre cognitive ne
traduit pas une volonté de persuasion par une
argumentation directive mais une démarche indirecte
fondée sur l'influence. La principale arme en
est la connaissance. Dans cette guerre sans champ de
bataille, le plus fort est celui qui oblige l'autre
à accepter tacitement sa domination, sans coup
férir. La manière dont les Etats-Unis
font pression en amont pour imposer à leurs vassaux
leurs règles du jeu dans de nombreux secteurs
économiques, est souvent à décrypter
sous l'angle de la guerre cognitive. Aujourd'hui, les
pays qui marquent des points décisifs sont ceux
qui ont su bâtir une stratégie de puissance
géoéconomique sur le moyen/long terme.
Les autres pays subissent de facto cette nouvelle configuration
des relations internationales depuis la disparition
des Blocs. S'ils veulent maîtriser leur devenir,
ils devront tôt ou tard réfléchir
à leur propre approche de la notion de puissance
par la guerre cognitive.
«Aujourd'hui, l'Etat français
est très mal armé pour identifier les
manuvres financières menaçant nos
intérêts économiques. Il n'est pas
le seul dans ce cas.»
Quelles sont les implications pratiques pour la
diplomatie économique ou informelle des États?
Que ce soit pour la diplomatie économique ou
la diplomatie informelle, l'Etat Stratège n'est
plus un non-sens. Pour bâtir une bonne diplomatie
économique, les pouvoirs politiques d'un Etat
doivent avoir la capacité de réformer
les principes de gouvernance, en incluant ces nouvelles
problématiques. Des cabinets américains
comme Ernst and Young sont déjà en train
de préparer des offres de service allant dans
ce sens. Ils n'hésitent pas à utiliser
de la compétence française pour y parvenir.
Je pense notamment à une méthodologie
conçue par une ancienne magistrate et un consultant
en intelligence économique qui vise à
identifier les points faibles financiers d'une entreprise.
Mais ne nous trompons pas d'ordre de grandeur, la diplomatie
économique est la face émergée
de l'iceberg. Il ne faut pas oublier la face immergée.
Le monde de la finance en constitue l'une des parties
les lus importantes. C'est le monde le plus opaque et
le moins contrôlé de l'ensemble de l'économie
de marché. Qui note les brokers de Wall Street
et de la City ? Et c'est pourtant ce monde-là
qui cherche à vendre aux entreprises les règles
de conduite sur la transparence financière. A
ce propos, notons que l'opacité financière
de l'économie chinoise renforce le caractère
incontrôlable de ces dynamiques informelles. Aujourd'hui,
l'Etat français est très mal armé
pour identifier les manuvres financières
menaçant nos intérêts économiques.
Il n'est pas le seul dans ce cas.
Le rôle de la Web a-t-il changé les
règles de la guerre?
Il est en train de subvertir les règles de la
guerre cognitive telle qu'elle a été pratiquée
lors du siècle précédent. Le faible
a de nouveau les moyens de se battre contre le plus
fort et même de vaincre celui-ci. A côté
de l'art de l'intoxication pratiquée par les
Britanniques contre Hitler et de la désinformation
mise en uvre par les Soviétiques, l'art
de la polémique est un nouveau champ d'action
sur lequel les Français n'ont pas fini de surprendre
car c'est leur principale culture du combat.
Quel a été le feedback de votre bouquin
en France et en Europe?
La cible à atteindre était les personnes
qui s'intéressent à la question, en particulier
dans le monde de la Défense au sens large du
terme. Leur réaction a été plutôt
positive. Il reste à sensibiliser la population
la plus stratégique, à savoir les milieux
patronaux qui en France en sont restés encore
à une vision très idéologique des
rapports de force économiques (luttes sociales,
réduction des charges fiscales). Abrités
derrière le dynamisme de l'économie américaine,
les patrons français ont construit leurs schémas
de pensée dans le périmètre occidental,
sans anticiper les nouvelles formes de rapports de force
géoéconomiques.
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Christian Harbulot en bref
52 ans (2005)
Diplomé par l'Institut d'Études Politiques
de Paris ; Licence d'Histoire par l'Université
de Paris VII, DEA d'analyse comparée des systèmes
politiques à l'Université de Paris I
Co-fondateur et directeur de l'École de Guerre
Économique ; Directeur associé du cabinet
Spin-Partners
Membre du groupe de travail "Référentiel
de l'Intelligence Économique" réuni
par Alain Juillet au Secrétariat Général
de la Défense Nationale (2004-2005)
Conseiller personnel de Henri Martre, président
du groupe "Intelligence Économique et Stratégie
des Entreprises" au Commissariat Général
du Plan (1992-1994)
Courriel: harbulot@ege.fr
Le livre: www.spinpartners.fr/content/view/65/
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Sites de référence
École de Guerre Économique : www.ege.fr
Site infoguerre : www.infoguerre.com
Spin-Partners : www.spinpartners.fr/index.php
Autres Ouvrages de Christian Harbulot
La France a-te-elle une stratégie de puissance
économique, Éditions LaVauzelle, 2004,
co-auteur
La Guerre Cognitive - L'arme de la connaissance,
Ed. LaVauzelle, 2002, co-auteur
La France doit dire non, Ed. Plon., 1999, co-auteur
avec le Général Pichot-Duclos
La Machine de guerre économique, Economica,
1992
Articles récents de référence
De la légitimité de la guerre cognitive,
Revue de l'Institut de Recherches Stratégiques,
janvier 2005
L'intelligence économique : le passage à
l'acte, Revue de la Défense Nationale, décembre
2004
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